Mico recém-descoberto já corre risco de extinção

Um novo mico anda saracoteando pela floresta amazônica – novo ao menos para os cientistas. Infelizmente o futuro desses macaquinhos, que pesam apenas 213 g e medem 23 cm, já está ameaçado pelo desenvolvimento humano.

A descoberta do sagui-de-cara-suja de Mura foi anunciada pela Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem (WCS na sigla em inglês), em Nova York, e publicada on-line na International Journal of Primatology. Os autores da descoberta, em 2007, são os pesquisadores Fábio Rohe, José de Sousa e Silva Jr, Ricardo Sampaio e Anthony Rylands.

“Continuamos encontrando novas espécies de plantas, insetos e borboletas. No entanto, é cada vez mais difícil achar novas espécies de mamíferos”, afirma Avecita Chicchón, diretora do Programa do WCS para América Latina e Caribe, incapaz de conter seu entusiasmo a respeito do novo primata do tamanho de um coelho. “Ele é nosso parente, apesar de um pouco mais distante do que o gorila. Olhá-lo nos olhos é o mesmo que olhar em um espelho.”

A nova subespécie do sagui-de-cara-suja é cinza e marrom, com o dorso mosqueado e cauda longa. Recebeu o nome de Mura em homenagem à tribo indígena que vive na mesma remota região onde o animal foi encontrado, entre as bacias dos rios Purus e Madeira. Por enquanto os cientistas não têm como saber exatamente quantos deles vagueiam pela região.

Nessa parte do Brasil estão em andamento diversos projetos de desenvolvimento, incluindo parte da principal rodovia dos 7 milhões de quilômetros quadrados da floresta amazônica e que atualmente está sendo pavimentada em diversos trechos. Também foi iniciada a construção de duas hidrelétricas e existe a proposta de instalação de um gasoduto nas proximidades logo em seguida.

“Essas são ameaças significativas à vida selvagem que nem sequer estão documentadas”, alerta Chicchón. Ela defende a necessidade de um cálculo mais apurado do custo-benefício – para o meio ambiente, as pessoas e a vida selvagem – antes que esses tipos de projetos sejam levados adiante.

Embora a descoberta do mico não vá impedir o desenvolvimento, Chicchón acredita que “ajudará a salientar a importância de se continuar explorando e documentando a diversidade da vida na Amazônia – a última vastidão selvagem na Terra.”

Fonte(s) / Foto(s): UOL

Ilha australiana é invadida por migração de milhões de caranguejos

A migração anual de mais de 100 milhões de caranguejos fechou estradas e transformou as ruas da Ilha Christmas, na Austrália, em enormes tapetes vermelhos.

Os cerca de 120 milhões de caranguejos, segundo o Parque Nacional da Ilha Christmas, no sudoeste da Austrália, migram todos os anos das florestas para o mar, para a reprodução e desova.

O movimento rumo ao oceano começa entre os meses de novembro e janeiro, dependendo das chuvas. Os caranguejos apenas prosseguem a migração com chuva. Esse ano, devido ao fato de a estação úmida ter vindo mais tarde, houve apenas uma desova, iniciada no meio de dezembro.

A migração é tão intensa que ruas e estradas são fechadas na ilha, para impedir que os crustáceos sejam esmagados. Guardas-florestais também constroem pontes plásticas sobre as estradas para que os caranguejos atravessem sem perigo.

Tricia Ho, guarda-florestal na ilha, disse à BBC Brasil que os filhotes de caranguejos já estão emergindo aos poucos e logo deverão começar o caminho para as florestas.

A movimentação da natureza, no entanto, não impede que os 1,2 mil moradores locais prossigam com suas atividades diárias. "Não é difícil ver caranguejos dentro das casas", disse Linda Cash, moradora local, à BBC Brasil.

O pequeno pedaço de terra no Oceano Índico foi descoberto e nomeado Ilha Christmas por um capitão britânico, que passava pela região no dia de Natal em 1643.

O local é conhecido como a "Galápagos do Oceano Índico", devido à sua grande biodiversidade, comparável à do arquipélago que fica no Oceano Pacífico.

A Ilha Christmas é um paraíso para pássaros e 14 espécies de caranguejos, incluindo o maior invertebrado no mundo, o caranguejo-coco.

Dois terços da ilha formam um parque nacional, atraindo 1,5 mil visitantes por ano, principalmente mergulhadores e observadores de pássaros e caranguejos.

Apesar de fazer parte do território australiano, a ilha está a apenas 370 quilômetros da costa sul da Indonésia e a maioria de sua população pertence às etnias chinesa e malaia.

Fonte(s) / Foto(s): G1 - Globo

Biólogos descobrem 'caranguejo-morango' no oceano Pacífico

TAIPEI - O biólogo Ho Ping-ho, da Universidade Oceânica de Taiwan, informou nesta terça-feira, 5, a descoberta de uma espécie de caranguejo que possui um casco que se parece com um morango, de coloração vermelha com pequenos pontos brancos.

A nova espécie (Neoliomera pubescens) vive em áreas próximas do Havaí, Polinésia e das Ilhas Maurício, no oceano Pacífico. Os dois exemplares, do sexo feminino, encontrados pelos biólogos morreram logo após serem descobertos, possivelmente por causa da contaminação da água por um navio cargueiro que transitou próximo do local onde viviam.

Fonte(s) / Foto(s): Estadão