Arquivos britânicos sobre Ovnis


O Ministério da Defesa e os Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha liberaram mais de 6 mil páginas de documentos que incluem relatos de aparições de Ovnis (objetos voadores não identificados) entre 1994 e 2000.

Um deles inclui a aparição de Ovnis que sobrevoavam o Chelsea, clube de futebol de Londres, e a residência de um ex-ministro do Interior, Michael Howard.

Os relatos dão detalhes sobre a aparência dos objetos - de vários formatos e tamanhos - e incluem desenhos feitos por testemunhas.

Um homem disse à polícia que vomitou e adquiriu "um distúrbio de pele" depois que um estranho "tubo de luz" envolveu o seu carro no Vale de Ebbw, no País de Gales, no dia 27 de janeiro de 1977.

Em outro caso, um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, foi filmado.

A aparição foi informada à guarda costeira, que alertou embarcações no Mar do Norte. A tripulação de um barco disse que viu mais Ovnis.



Força Aérea

Os documentos também incluem uma carta de um alto funcionário do Ministério da Defesa, Ralph Noyes, em que ele diz ter visto um filme com Ovnis feito por pilotos de caça da Força Aérea Real da Grã-Bretanha em 1956.

Noyes alega que as imagens foram mostradas em uma sessão secreta organizada por integrantes da defesa aérea no prédio do Ministério da Defesa em 1970.

E um memorando revela como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill manifestou curiosidade sobre "discos voadores" e pediu um briefing de seus ministros sobre o assunto.

Depois de um estúdio realizado pelos serviços de inteligência em 1951, concluiu-se que "discos voadores" podem ter quatro causas - fenômenos meteorológicos ou astronômicos, identificação errônea de aeronaves convencionais, ilusão de ótica e delírios psicológicos ou trotes deliberados.

Especialistas afirmam que os documentos mostram como os formatos dos Ovnis mudaram nas últimas décadas, e a explicação pode estar nas representações que a cultura popular tinha desses objetos.

Vários relatos neste último lote de documentos - o quinto de um projeto de três anos para a liberação de arquivos - descrevem as supostas naves alienígenas como grandes, pretas e de formato triangular, com luzes nas pontas. Nas décadas de 1940 e 1950, o formato predominante era de disco.

"No período coberto pelos mais recentes documentos liberados, bombardeiros americanos de formato triangular e aviões espiões Aurora apareciam muito na TV, assim como em programas como Arquivo X e filmes como Independence Day, lançado em 1996, e os relatos de aparições de Ovnis são semelhantes", disse David Clarke, autor do livro The UFO Files e professor de Jornalismo da Universidade Hallam Sheffield, ao jornal britânico The Daily Telegraph.

"É impossível provar uma ligação direta entre o que as pessoas estão lendo e vendo e o que elas dizem ser Ovnis, mas uma interpretação pode ser que os mais recentes avanços na tecnologia podem estar influenciando o que as pessoas veem no céu", concluiu.

Os arquivos estão disponíveis para baixar de graça por um mês a partir do website dos Arquivos Nacionais (em inglês).

Fonte(s) / Vídeo: BBC Brasil / Foto(s) The National Archives

Aquário britânico expõe 'caranguejo-monstro' japonês

Um caranguejo gigante cujas patas medem quase 2 metros será exibido pela primeira vez em um aquário de Birmingham, no centro da Grã-Bretanha.

O animal, originário do Japão, foi apelidado de "crabzilla" - junção de crab, caranguejo em inglês, com Godzilla, o monstro gigante do cinema japonês.

O Centro Nacional de Vida Marinha de Birmingham abrigará o caranguejo até março, quando ele deverá ser levado à Bélgica, onde ficará em exposição permanente em um aquário local.

Os caranguejos gigantes são encontrados em águas profundas (acima de 300 metros) no Oceano Pacífico.

Segundo Graham Burrows, responsável pela sua exposição em Birmingham, as patas desse tipo de caranguejo podem chegar em alguns casos a 4 metros de comprimento, suficiente, segundo ele, para abraçar um carro.

"Ele vai fazer os outros caranguejos do aquário parecerem anões, mas ele não é agressivo", diz Burrows.

Fonte(s): Notícias MSN / Foto(s): Daily Mail

Mico recém-descoberto já corre risco de extinção

Um novo mico anda saracoteando pela floresta amazônica – novo ao menos para os cientistas. Infelizmente o futuro desses macaquinhos, que pesam apenas 213 g e medem 23 cm, já está ameaçado pelo desenvolvimento humano.

A descoberta do sagui-de-cara-suja de Mura foi anunciada pela Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem (WCS na sigla em inglês), em Nova York, e publicada on-line na International Journal of Primatology. Os autores da descoberta, em 2007, são os pesquisadores Fábio Rohe, José de Sousa e Silva Jr, Ricardo Sampaio e Anthony Rylands.

“Continuamos encontrando novas espécies de plantas, insetos e borboletas. No entanto, é cada vez mais difícil achar novas espécies de mamíferos”, afirma Avecita Chicchón, diretora do Programa do WCS para América Latina e Caribe, incapaz de conter seu entusiasmo a respeito do novo primata do tamanho de um coelho. “Ele é nosso parente, apesar de um pouco mais distante do que o gorila. Olhá-lo nos olhos é o mesmo que olhar em um espelho.”

A nova subespécie do sagui-de-cara-suja é cinza e marrom, com o dorso mosqueado e cauda longa. Recebeu o nome de Mura em homenagem à tribo indígena que vive na mesma remota região onde o animal foi encontrado, entre as bacias dos rios Purus e Madeira. Por enquanto os cientistas não têm como saber exatamente quantos deles vagueiam pela região.

Nessa parte do Brasil estão em andamento diversos projetos de desenvolvimento, incluindo parte da principal rodovia dos 7 milhões de quilômetros quadrados da floresta amazônica e que atualmente está sendo pavimentada em diversos trechos. Também foi iniciada a construção de duas hidrelétricas e existe a proposta de instalação de um gasoduto nas proximidades logo em seguida.

“Essas são ameaças significativas à vida selvagem que nem sequer estão documentadas”, alerta Chicchón. Ela defende a necessidade de um cálculo mais apurado do custo-benefício – para o meio ambiente, as pessoas e a vida selvagem – antes que esses tipos de projetos sejam levados adiante.

Embora a descoberta do mico não vá impedir o desenvolvimento, Chicchón acredita que “ajudará a salientar a importância de se continuar explorando e documentando a diversidade da vida na Amazônia – a última vastidão selvagem na Terra.”

Fonte(s) / Foto(s): UOL

Ilha australiana é invadida por migração de milhões de caranguejos

A migração anual de mais de 100 milhões de caranguejos fechou estradas e transformou as ruas da Ilha Christmas, na Austrália, em enormes tapetes vermelhos.

Os cerca de 120 milhões de caranguejos, segundo o Parque Nacional da Ilha Christmas, no sudoeste da Austrália, migram todos os anos das florestas para o mar, para a reprodução e desova.

O movimento rumo ao oceano começa entre os meses de novembro e janeiro, dependendo das chuvas. Os caranguejos apenas prosseguem a migração com chuva. Esse ano, devido ao fato de a estação úmida ter vindo mais tarde, houve apenas uma desova, iniciada no meio de dezembro.

A migração é tão intensa que ruas e estradas são fechadas na ilha, para impedir que os crustáceos sejam esmagados. Guardas-florestais também constroem pontes plásticas sobre as estradas para que os caranguejos atravessem sem perigo.

Tricia Ho, guarda-florestal na ilha, disse à BBC Brasil que os filhotes de caranguejos já estão emergindo aos poucos e logo deverão começar o caminho para as florestas.

A movimentação da natureza, no entanto, não impede que os 1,2 mil moradores locais prossigam com suas atividades diárias. "Não é difícil ver caranguejos dentro das casas", disse Linda Cash, moradora local, à BBC Brasil.

O pequeno pedaço de terra no Oceano Índico foi descoberto e nomeado Ilha Christmas por um capitão britânico, que passava pela região no dia de Natal em 1643.

O local é conhecido como a "Galápagos do Oceano Índico", devido à sua grande biodiversidade, comparável à do arquipélago que fica no Oceano Pacífico.

A Ilha Christmas é um paraíso para pássaros e 14 espécies de caranguejos, incluindo o maior invertebrado no mundo, o caranguejo-coco.

Dois terços da ilha formam um parque nacional, atraindo 1,5 mil visitantes por ano, principalmente mergulhadores e observadores de pássaros e caranguejos.

Apesar de fazer parte do território australiano, a ilha está a apenas 370 quilômetros da costa sul da Indonésia e a maioria de sua população pertence às etnias chinesa e malaia.

Fonte(s) / Foto(s): G1 - Globo

Biólogos descobrem 'caranguejo-morango' no oceano Pacífico

TAIPEI - O biólogo Ho Ping-ho, da Universidade Oceânica de Taiwan, informou nesta terça-feira, 5, a descoberta de uma espécie de caranguejo que possui um casco que se parece com um morango, de coloração vermelha com pequenos pontos brancos.

A nova espécie (Neoliomera pubescens) vive em áreas próximas do Havaí, Polinésia e das Ilhas Maurício, no oceano Pacífico. Os dois exemplares, do sexo feminino, encontrados pelos biólogos morreram logo após serem descobertos, possivelmente por causa da contaminação da água por um navio cargueiro que transitou próximo do local onde viviam.

Fonte(s) / Foto(s): Estadão

Cientistas dizem que glaciares nos Andes podem sumir em 25 anos

As principais atrações de El Calafate - a 315 quilômetros de Rio Gallegos, capital da província de Santa Cruz, com pouco mais de 17 mil habitantes - giram em torno do Parque Nacional Los Glaciares, na fronteira entre Argentina e Chile. Reconhecida pela Unesco como patrimônio mundial desde 1981, a região reúne 247 glaciares, a maior parte formada e alimentada pelo Campo de Gelo Continental Patagônico, uma enorme massa de gelo, com milhares de quilômetros quadrados. Somente na área protegida são 260 mil hectares de gelo e neve, numa das regiões mais inóspitas do planeta.

Entre todos os glaciares, um chama a atenção por sua imponência: o Perito Moreno, a 78 quilômetros do centro de El Calafate. A geleira apresenta aos turistas um raro fenômeno: é a única massa de gelo continental que avança continuamente, cerca de dois metros por dia, e provoca o desprendimento de gigantescos blocos de gelo em sua face de cinco quilômetros.

A parede de gelo de 60 m de altura, acima do nível do lago, é, por si só, uma visão majestosa, mas se torna ainda mais impressionante graças à trilha sonora provocada pelo sutil movimento. O gelo se parte e lança seus fragmentos sobre a calma superfície do lago, e cada uma dessas rupturas é anunciada como se fosse um trovão.

Cientistas dizem que esses pedaços de gelo nos Andes estão derretendo por conta das mudanças climáticas e podem sumir em 25 anos.


Fonte(s): Terra - turismo / Foto(s): UOL Notícias - Fotos

Milhares de pessoas abandonam seus lares na zona do vulcão Mayon, nas Filipinas

Milhares de pessoas abandonaram nesta terça-feira a pé seus lares nas proximidades do vulcão Mayon, na região central das Filipinas, enquanto outros tantos eram retirados pela possibilidade de erupção, indicaram fontes oficiais.

O Exército e as autoridades cooperam com os serviços de proteção das Filipinas para retirar quase 50 mil habitantes em um raio de seis quilômetros em torno do vulcão, que desde ontem expele lava e cinzas.

Rafael Alejandro, responsável dos serviços de proteção civil da zona, explicou que 11.981 pessoas das localidades de Camalig e Daraga, na província de Albay, já foram alojadas em refúgios temporários e escolas até que possam retornar a suas casas.

"A evacuação continuará durante os próximos dois ou três dias, nosso objetivo é realocar 9.946 famílias - 47.285 pessoas - das seis localidades mais próximas ao vulcão", indicou.

O Exército enviou 16 caminhões para transferir os afetados e decretou um toque de recolher de 24 horas, unido a fortes medidas de vigilância, para evitar que ninguém entre na zona de perigo.

Alejandro indicou que os relatórios científicos assinalam que a atividade do vulcão tem aumentado, e é provável que em breve ocorra uma explosão.

O Instituto Filipino de Sismologia e Vulcanologia elevou ontem o nível de alerta até 3 (em uma escala que vai até 5), perante sinais que indicam que há maior probabilidade de o vulcão entrar em erupção em algumas semanas. O alerta 4 indica uma iminente erupção explosiva do vulcão.

"Por enquanto a atividade do Mayon não causa um perigo iminente, mas o óxido de enxofre poderia se acumular e obstruir a cratera, o que aumentaria a pressão e provocaria uma erupção explosiva", advertiu Renato Solidum, diretor do Instituto Filipino de Vulcanologia.

A atividade do Mayon é seguida de perto pelos vulcanólogos desde julho deste ano, quando aumentou sua atividade após quase três anos adormecido.

Com uma altura de 2,462 mil metros e conhecido como "o cone perfeito", o Mayon é um dos vulcões mais ativos das Filipinas.

A pior de suas 45 erupções conhecidas foi em 1814, quando matou aproximadamente 1,2 mil pessoas e enterrou uma cidade inteira.


Fonte(s): Folha Online / Foto(s): UOL, Folha Online, UOL